O espasmo hemifacial caracteriza-se por contrações clônicas ou tônicas involuntárias dos músculos da hemiface inervados pelo ramo motor do facial. É tipicamente unilateral, podendo ocasionalmente ocorrer de forma bilateral. Chamamos de espasmo hemifacial primário quando não se encontra motivo para sua presença e de secundário, quando conseguimos estabelecer um agente etiológico causal. Estas podem ser resultante de compressão vascular sobre o nervo facial na saída da sua raiz ao nível do sulco bulbopontino ou secundário à paralisia de Bell, o que configura o espasmo hemifacial pós-paralítico. Outras etiologias são igualmente relacionadas às lesões do nervo facial, como pós-traumáticas, nas sequelas de cirurgias no ângulo pontocerebelar e de reconstrução facial, ou compressivas, como os tumores que ocupam o ângulo pontocerebelar. A presença de espasmos da hemiface gera grande desconforto e prejuízo social. O tratamento de eleição, pois não existe medicamento para esta condição, é o uso de toxina botulínica aplicada em músculos específicos da hemiface comprometida a cada 3 a 4 meses de intervalo.